HOTEL PALÁCIO DOS MELOS 
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HISTÓRIA DO PALÁCIO DOS MELOS


As origens perdem-se na memória dos tempos…

As origens do edifício que hoje é a unidade hoteleira “Hotel Palácio do Melos”, na Rua Chão do Mestre, perdem-se nas memórias do tempo. Até porque, tal como agora, com as obras de remodelação e adaptação recentemente realizadas, o hotel terá sido alvo, ao longo da sua história secular, de várias outras intervenções de mais ou menos importância.

No entanto, a sua génese será anterior à própria muralha em que se integra e que fechava a cidade de Viseu no século XV.
A Porta do Soar (Monumento Nacional) está intimamente ligada ao edifício e serve a mesma de acesso ao jardim do lado oposto, onde se situa a Capela de Nossa Senhora dos Remédios, construção posterior, de meados do século XVIII.

 Segundo o historiador Alexandre Alves, foi neste local que se situou o Paço do Infante D. Henrique, e em sua homenagem assim ficou o nome do arruamento que chegou até nós: Rua Chão do Mestre. A toponímia exalta o próprio D. Henrique, enquanto Mestre da Ordem de Cristo. Testemunho das ancestrais raízes do edifício estão também patentes em algumas das torças em pedra que ornamentam várias das diferentes janelas do Solar e que ostentam a traça deste período.

 O Infante D. Henrique, nesse tempo senhor destas terras e primeiro Duque de Viseu, dirigia a partir deste Solar os seus domínios. O ducado de Viseu, iniciado com D. Henrique e o de Coimbra com o seu irmão D. Pedro, foram os primeiros ducados do país. O Infante tinha nessa altura, entre as suas diversificadas responsabilidades, a gestão da Feira de S. Mateus desses tempos. Esta feira anual foi posteriormente alterada para outra data e local, por D. Duarte: foi transferida para a Ribeira, hoje campo de Viriato, e para o dia 21 de Setembro, dia de S. Mateus, dando então origem à sua designação actual. Com a sua morte, em 1460, D. Henrique legou este seu Paço à Sé de Viseu.

Nos tempos de El-Rei D. João I, após a debandada dos exércitos castelhanos derrotados em Aljubarrota e que por aqui passaram, a cidade foi alvo de vários assaltos pelo que a população pediu então ao seu Rei que a murasse. D. João I determinou por isso que fosse construída uma muralha envolvendo toda a cidade. Os trabalhos, interrompidos várias vezes, foram continuados por seu filho D. Duarte, nascido em Viseu, e só viriam a ser concluídos em 1472, já no reinado de seu neto, D. Afonso V, daí a designação de muralha afonsina com que foi baptizada. A questão da construção da muralha tinha sido entretanto levada a três cortes: 1412, 1439 e 1465; ou seja, nos reinados de D. João I, na regência de D. Pedro e no reinado de D. Afonso V.

A muralha de Viseu tinha então sete portas: Porta de S. Francisco (Porta do Soar ou Arco dos Melos), que confina com o Solar dos Melos; Porta da Senhora das Angústias (Porta da Traição); Porta dos Cavaleiros (Porta do Arco); Porta de S. Sebastião (Convento das Freiras); Porta de S. Miguel (Rua da Regueira); Porta do Senhor Crucificado (Rua da Árvore) e por último, Porta de S. José (Quatro esquinas).

Ao que parece, a muralha nunca terá sido definitivamente concluída pois em 1547, a câmara requereu à Infanta D. Maria, última Senhora de Duquesa de Viseu, uma licença para “uma finta para os muros da cidade que estão em terra”. A muralha sobreviveria até meados do século XIX, altura em que a ânsia de desenvolvimento e o espírito inovador daquela época, indiferentes a estes testemunhos do passado, acabariam numa decisão camarária para, em 1844, se demolirem os velhos arcos porque “nenhuma utilidade causa a sua conservação e a demolição é mais cómoda para a contínua passagem dos carros, gentes e seges”. Valeu então a sensibilidade e perspicácia de dois dos pedreiros encarregados da demolição que, em lauda da vistoria exarada precisamente por estes dois anónimos artistas pedreiros, afirmam que, relativamente aos dois arcos que chegariam aos nossos dias, estes não ameaçavam ruína e para além disso “até aformoseiam a cidade”. A eles devemos o recuo na decisão e o facto de hoje podermos ainda usufruir deste dois testemunhos do passado, do Viseu quinhentista.

Junto às portas da muralha e associada a cada uma delas, existiram casas solarengas que se assumiram como guardiãs de cada uma das entradas. Papel que o Solar dos Mellos e as edificações que o antecederam assumiram no seu entrosamento com a Porta de S. Francisco, que ficou também conhecida por Arco dos Mellos, além de Porta do Soar ou Porta do Soar de Cima. Nas laterais deste arco existem, em dois nichos, as figuras de S. Francisco de Bórgia e de SantoAntónio. A porta é encimada com as armas de D. João IV, numa passagem de tributo à Imaculada Conceição de Maria, em placa granítica ali colocada em 1646.

Nesta porta esteve também uma imagem de N. Sr.ª dos Remédios, cujo culto era muito importante na época e a quem os moradores da zona imploravam auxílio nas suas aflições e necessidades, surgiu então um movimento de moradores da antiga Praça da Herva, hoje largo do Pintor Gata, que decidiram, em 1738, erigir uma capela para dignificar o culto a N. Sr.ª dos Remédios, e que albergaria a referida imagem que estava então colocada na face interior do muro da Porta do Soar.

O cónego Bernardo Pereira de Melo, residente no Solar, doaria então umas casas mais antigas que possuía na rua das teias, junto àquela Porta, para que nesse lugar se edificasse o referido edifício de culto.

A capela de N. Sr.ª dos Remédios, viria a ser concluída em 1742, como indica a inscrição na pedra sob a entrada. Em contrapartida, os devotos e benfeitores que erigiram a capela, deixariam abrir, a partir do muro do Soar de Cima, uma tribuna a seu lado, para que se pudesse ouvir a missa a partir do Solar. Assim sendo, a família e doador, adquiriram direito de acesso directo da casa para a capela, assistindo assim ás celebrações através de uma tribuna, ou coro alto.

Ficou ainda registado como obrigação adicional do mesmo doador, a colocação de uma grade de ferro, “para que por ela não se possa passar directamente para o interior”, da dita capela.

O Palacete dos Mellos é também conhecido por Casa do Conde de Santa Eulália, por ter sido pertença de António Augusto de Mello e Castro Abreu, um ilustre da terra, que foi primeiro visconde e primeiro Conde de Santa Eulália, nascido na terra com o mesmo nome, em Penalva do Castelo. Esta nobre figura faleceu a 24 de Setembro de 1886 e durante a sua vida foi sempre bem visto na sociedade, contribuindo para isso o seu cargo de Governador Civil da Guarda, de Viseu e de Leiria, e Deputado ás Cortes em várias legislaturas.

Para além de toda a riqueza histórica que tem este Palácio, tem a si associados diversos pontos de interesse do seu passado. Salientamos o encanto da ligação ao terraço, na zona superior do arco da Porta do Soar de Cima e ao jardim adjacente; o ancestral pavimento pétreo do hall de entrada; as imponentes paredes em cantaria; a inserção do edifício na muralha e na enorme rocha que lhe dá sustentáculo; a traça das várias janelas e os tectos em caixotões de genuíno estilo português.

 Este motivos, entre muitos outros, aliados ao admirável panorama que dali se tem sobre a cidade e arredores, são apenas exemplos de muito que o edifício tem para oferecer numa visita mais atenta.

O Palácio como Hotel…


Primando pela sua localização central (centro histórico e centro da cidade de Viseu), o edifício que hoje é hotel, sofreu uma remodelação profunda que sempre respeitou os padrões arquitectónicos do edifício primário, para que assim pudesse chegar aos nossos dias em bom estado de conservação e utilização.

Foi anexada uma nova ala ao edifício mais antigo, conjugando assim as duas linguagens que nos apresenta (histórica e modernista) e criando um contraste apelativo tanto pelos que gostam de se encontrar com o passado, como os que gostam de experimentar o melhor do presente.

Num ambiente de charme e história, a qualidade está presente em cada pormenor do Palácio.

No edifício principal, estão localizadas as duas suites Deluxe e as duas suites de Categoria Superior, onde se encontra a sumptuosidade do autêntico estilo palaciano; o bar com o seu terraço e as várias salas de estar. Adjacente ao edifício principal, existe uma nova ala de 23 quartos standard que conjuga harmoniosamente o antigo com o moderno, através da subtileza do design e de uma simplicidade estética que valoriza o conforto e o prazer de estar.

No restaurante do hotel, aberto para grupos de mínimo 15 pessoas, poderá encontrar uma ementa internacional, com ingredientes seleccionados e uma variedade de vinhos de eleição. A confecção de pratos ao estilo nouvelle cuisine e o primor com que se apresentam são, sem dúvida, a imagem de marca deste restaurante. 

Entre os mais solicitados pratos está o menu de degustação.


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